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Diabetes Mellitus

08/10/2015

 História da doença:

O diabetes mellitus é uma doença tão antiga quanto a própria humanidade. O papiro de Ebers, manuscrito da época de 1500 a.C., menciona esta entidade e chama a atenção para a diurese frequente e abundante, sede incontrolável e emagrecimento acentuado como suas principais manifestações clínicas. Aretaeus, médico romano, criou o termo dia-betes, que significa “passar através”, por causa da excessiva diurese, um dos sintomas mais evidentes da doença, ser parecido à drenagem de água por meio de um sifão.

Epidemiologia:

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o diabetes mellitus pode ser definido como “um estado de hiperglicêmico crônico, produzido por numerosos fatores ambientais e genéticos que geralmente atuam juntos, caracterizado pela falta parcial ou total de INSULINA, originando alterações no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras”.

Uma epidemia de diabetes mellitus (DM) está em curso. Em 1985 estimava-se que existissem 30 milhões de adultos com DM no mundo; esse número cresceu para 135 milhões em 1995, atingindo 173 milhões em 2002, com projeção para chegar a 300 milhões no ano de 2030. Cerca de dois terços desses indivíduos com DM vivem nos países em desenvolvimento, onde  tem maior intensidade com crescente proporção de pessoas afetadas em grupos étnicos mais jovens. O número de indivíduos diabéticos está aumentando devido ao crescimento e ao envelhecimento populacional, à maior urbanização, à crescente prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como a maior sobrevida do paciente com DM.

Classificação do diabetes mielito:

A classificação atual do DM é baseada na etiologia e não no tipo do tratamento. A classificação proposta pela Organização Mundial de Saúde e pela Associação Americana de Diabetes (ADA) inclui quatro classes clínicas: DM tipo 1, DM tipo 2, diabetes mellitus gestacional e outros tipos específicos de DM, podendo existir duas categorias complementares, referidas como pré-diabetes, que são a glicemia de jejum alterada a tolerância à glicose diminuída.

Diabetes mielito tipo 1: É considerado a doença crônica mais comum da infância e adolescência pelo fato de, em 40% dos casos, surgir antes dos 20 anos de idade. Os outros 60% surgem durante a idade adulta, nos quais o início é frequentemente menos dramático e pode ser confundido com o diabetes mellitus tipo 2 magro. O histórico familiar não é importante para o DM1, sendo que 80% a 90% dos indivíduos que desenvolvem a DM1A não apresentam um parente em primeiro grau com a doença.

Diabetes mielito tipo 2: É uma doença genética, na maior parte dos casos, existe envolvimento de mais de um gene. Portanto, a história familiar de DM2 tipo 2 é importante fator de risco para desenvolvimento da doença. Gêmeos idênticos apresentam concordância de 75% de desenvolvimento da doença.

A maioria dos pacientes com essa forma de DM apresenta sobrepeso ou obesidade, e cetoacidose raramente se desenvolve espontaneamente, ocorrendo apenas quando associada a outras condições como infecções. O DM2 pode ocorrer em qualquer idade, mas é geralmente diagnosticado após 40 anos.

Características TIPO 1 TIPO 2
Idade de surgimento Menos de 40 anos Mais de 40 anos
Aumento de peso corporal Raro Comum
Níveis de insulina circulante Baixos ou ausente Normais ou elevados
Hereditariedade Incomum Frequente
Tendência a cetoacidose Frequente Rara
Necessidade de insulina Frequente Ao redor de 30%
Prevalência (população afetada) 0,1-0,3% 7,7%

 

Diabetes mellitus gestacional: Qualquer tolerância à glicose, de magnitude variável, com início ou diagnóstico durante a gestação. Não exclui a possibilidade de a condição existir antes da gravidez, mas não ter sido diagnosticada. Durante a gravidez ocorrem muitos fenômenos adaptativos, sendo que do ponto de vista metabólico destaca-se que a principal fonte de energia para o feto é a glicose de origem materna, pois não há produção de glicose por ele.

Outros tipos específicos de DM: Caracterizam-se por formas menos comuns de DM cujos defeitos ou processos causadores podem ser identificados. A apresentação clínica desse grupo é bastante variada e depois do fator etiológico casual.

Pré-diabetes: Refere-se a um estado intermediário entre a homeostase normal da glicose e o DM.

 

*Fonte: Atenção Farmacêutica em distúrbios maiores 2° Edição. Luciene Alves Moreira Marques e olaboradores. Livraria e editora Medfarma, São Paulo, 2013.

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